terça-feira, 16 de março de 2010

Alf conquista mais uma vitória com a chegada dos investimentos para prédios–caixão

Uma das maiores lutas em favor dos direitos do cidadão no campo da moradia foi, finalmente, reconhecida. E o melhor: ganha. Após anos de embate, iniciados e intensamente batalhados pelo então deputado estadual Alf, (PTB) através da CPI do Sistema Habitacional, enfim os prédios-caixão ganharam um investimento na ordem dos R$ 215,4 milhões para a recuperação de 339 edificações do tipo, na Região Metropolitana do Recife. A ação, anunciada pelo governador Eduardo Campos (PSB) no final de fevereiro, foi assinada em forma de Termo de Cooperação Técnica ente os Governos do Estado e Federal e os cinco municípios envolvidos na situação – Recife, Olinda, Camaragibe, Paulista e Jaboatão dos Guararapes.


Histórico – Quem não lembra das tragédias ocorridas com as famílias dos Edifícios Areia Branca (localizado em Piedade), que, em outubro de 2004, sofreu um colapso total da estrutura em concreto armado levando-o ao desabar por inteiro? E dos casos mais que críticos dos edifícios Ijuí, em Jaboatão do Guararapes, Conjunto Residencial Bosque das Madeiras, no Recife, o Edifício Érika e o Conjunto Residencial Enseada Serrambi, ambos em Jardim Fragoso, em Olinda? Devido à série de problema com habitações de estrutura comprometida, Alf, na época deputado estadual, foi o grande responsável pela iniciativa que finalizaria e evitaria, futuramente, situações que envolvessem risco de morte de dezenas de famílias dessas residências.

Moradores dos prédios reclamam sobre os perigos das edificações

O resultado dessa preocupação com o bem estar da população foi a criação da CPI do Sistema Habitacional pelo então parlamentar Alf, em março de 2005. A Comissão investigou irregularidades no sistema habitacional do Estado. Alf e outros políticos envolvidos participaram ativamente de visitas e inspeções com o objetivo de realizar uma investigação de amplitude que apurasse os fatos e os responsáveis por tais acontecimentos. Tudo devida a má qualidade das habitações construídas com materiais de baixa categoria, falhas na fiscalização e descumprimento de contratos por parte de seguradoras.Vícios construtivos que colocam em risco a população com desabamentos, desocupações e, o que é pior, a morte de vários cidadãos, também foi outro agente que motivo a iniciativa.

Alf inspeciona rachaduras e infiltrações nas moradias

Com Alf, no período de seis meses, foram realizadas 17 reuniões ordinárias onde foram ouvidas 122 pessoas envolvidas direta e indiretamente. Foram realizadas ainda, seis diligências em Conjuntos Habitacionais para averiguação e constatação de denúncias. Os números apresentados foram considerados alarmantes. Oito desabamentos levando a mais de 30 vítimas fatais e dezenas de feridos, mais de 100 edificações interditadas e outras tantas que ainda não passaram por vistoria foi o saldo comprovado na época das inspeções. No centro do processo estão as construtoras diretas que, segundo avaliações técnicas realizadas pelo ITEP, se utilizaram de materiais que apresentavam problemas no formato inadequado, no coeficiente de resistência, na geometria, qualidade dos blocos , traço de argamassa, qualificação de mão de obra, entre outros. Para Alf, o acesso à moradia de qualidade e segura não é o favor, é direto de todo cidadão.


Alf e sua comitiva em visita aos prédios-caixões em Olinda

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