quarta-feira, 24 de março de 2010

TV pública no Brasil: Ainda falta muito

Alf e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins

“Não basta apenas a sociedade civil participar nos conselhos de administração opinando sobre as diretrizes na programação da emissora. Isso é muito pouco para que se tenha uma TV pública livre e independente a serviço da sociedade brasileira. Enquanto não for definido um novo modelo de gestão, que assegure financiamento da emissora, com as garantias de que não sofrerá cortes, livre da vontade política do governo do momento, isso será difícil de lidar. Diferente do que acontece na BBC de Londres e nas 356 estações de TV pública nos Estados Unidos, onde quem paga a conta é o povo, podendo assim, exigir a programação e o nível da mesma. Aqui, no Brasil, especificamente em Pernambuco, essa realidade está longe do sonho de uma TV pública trilhando o caminho da democratização do meio televisivo de comunicação.


A Empresa Brasil de Comunicação – EBC, presidida pela jornalista Tereza Cruvinel, foi um passo importante no sentido de unificar os meios de comunicação do Governo Federal, criando uma abertura para essa discussão. Porém, a empresa depende, para sua sobrevivência, das verbas oriundas do Orçamento Geral da União. Vale destacar que isso ocorre sem nenhuma garantia de que não sofrerá cortes. Tolerar, anualmente, oscilações que coloca à mercê a empresa da vontade política do Congresso Nacional e consequentemente do presidente da República. Isso é suficiente para entendermos que no Brasil ainda falta muito para alcançarmos o modelo desejado. Dessa forma, como garantir, por exemplo, a isenção do jornalismo? Afinal de contas quem paga a conta?”

André Luis Farias - Alf

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