Fonte: Blog do Inaldo Sampaio
Fogo Cruzado
Coluna da Folha de Pernambuco da quinta-feira, 15/04/10
Até a hora que esta coluna foi fechada, a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Campo das Princesas, para debater as mudanças na Chesf, ainda não tinha se encerrado. Mas, independente do seu resultado, ela foi positiva para todo mundo. Para o presidente Lula, o governador Eduardo Campos, o ministro Márcio Zimmermman, o presidente da empresa Dilton da Conti, os empresários e políticos que questionaram as mudanças e os próprios chesfianos.
Presume-se que a reunião foi produtiva e esclarecedora, porque, em que pese a Chesf ser um símbolo da luta do povo nordestino pela autossuficiciência na produção de energia elétrica a partir das águas do rio São Francisco, ela continuará tendo sua sede no Recife e sendo um dos sustentáculos do sistema Eletrobrás, que o governo federal deseja transformar na “Petrobrás” do setor elétrico. Portanto, encará-la fora desse contexto como se ela fosse só “do Nordeste”, e não do Brasil, é página virada.
Até porque o potencial hídrico do rio São Francisco está esgotado e se ela tiver que fazer novos investimentos será em outras regiões. Por isso, deve ter ficado claro para os participantes que a luta agora é de outra natureza e deve reunir governo e oposição: alterar a Lei das Concessões aprovada no governo FHC. A concessão dada à Chesf pela União para explorar as barragens do rio São Francisco encerra-se daqui a cinco anos e se os pernambucanos não se unirem para tentar prorrogá-la, adeus!
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