quinta-feira, 29 de abril de 2010

Em política, sete dias são uma eternidade

Fonte: Blog do Inaldo Sampaio



Coluna da Folha de Pernambuco da quinta-feira, 29/04/10



A pedido dos partidos de oposição, o senador Jarbas Vasconcelos resolveu adiar por uma semana a decisão que anunciaria, amanhã, de não se candidatar a governador. Ele expôs ao senador Sérgio Guerra as condições políticas em que aceitaria marchar para uma eleição de risco e como elas não estão atendidas a resposta a ser dada seria “não”. Entretanto, para não ser apontado como único responsável por esse desfecho, Sérgio Guerra sugeriu o adiamento do anúncio por mais uma semana.



Até lá eles vão continuar se encontrando e conversando para ver se chegam a um acordo em relação à chapa majoritária, que até agora só tem uma das três pernas: Marco Maciel. Os dois, apesar de serem muitos próximos, vinham evitando se encontrar para tratar de eleições porque um já sabia antecipadamente o que o outro iria dizer e isso não os agradava. Jarbas queria dizer a Sérgio que só iria para o “sacrifício” se ele também fosse e o tucano queria dizer-lhe que quer candidato a deputado federal.



Pode ser que após este encontro de ontem eles passem a se encontrar mais porque isto é o que menos fizeram no curso deste ano. Aliás, o próprio Jarbas disse em entrevista recente que no ano de 2009 os líderes de oposição no Senado tiveram apenas uma reunião para afinar o discurso contra o governo Lula. Ele tem ainda uma semana para anunciar sua decisão, que aparentemente já está tomada. Mas como na política sete dias de prazo são uma eternidade, tudo pode acontecer. Inclusive nada.



Legenda – Chegou aos ouvidos de Emanuel Bringel (PSDB) que se ele não apoiar Sérgio Guerra para deputado o partido não lhe dará legenda para disputar a reeleição. Puro terrorismo. Bringel fez aliança com Eduardo da Fonte (PP) autorizado pelo próprio senador.



Posse – O presidente da Câmara de Santa Maria da Boa Vista, Naldo Nunes, marcou para hoje às 19h a sessão de posse do novo prefeito, Jetro Gomes (PSB), diplomado pela juíza Ângela Mesquita, 2ª passada, para substituir o prefeito cassado Leandro Duarte (DEM).



Audiência – Estão com audiência marcada hoje com o governador Eduardo Campos os deputados Pedro Eurico (PSDB) e Eriberto Medeiros (PTC), além do federal José Chaves (PTB). Onze foram recebidos ontem e nenhum deles levou pedido absurdo. Uns pediram ajuda eleitoral para completar a reeleição, outros a solução de um problema numa secretaria, etc.



Racha – O PSB de Goiana selou seu rompimento com o prefeito Henrique Fenelon (PCdoB) por discordar da decisão dele de desapropriar 50 hectares do Grupo João Santos para instalação de uma indústria que vai gerar 1.500 empregos. O partido em nível local é presidido por Ana Patrícia, neta do ex-deputado Osvaldo Rabelo. O PSB tem 5 secretários e 4 estão solidários com o prefeito.



Lucro – O PSB já está no lucro com a retirada da candidatura do deputado Ciro Gomes. Ontem, o governador Paulo Hartung (ES) decidiu apoiar o senador Renato Casagrande (PSB) à sua sucessão, deslocando o vice, Ricardo Ferraço (PSDB), para concorrer ao Senado.



Aplauso – O advogado Márcio Alves aplaudiu a decisão do presidente Lula de reconduzir Ademar Rigueira para o TRE, por mais dois anos, e de nomear Stênio Neiva, dizendo que ambos “dignificam e representam muito bem a classe dos advogados pernambucanos”.



Missa – Domingo, em Brasília, por volta das 11 da manhã, o jornalista e assessor de imprensa de Marco Maciel, Otávio Veríssimo, foi visto saindo de casa em direção a uma Igreja. Perguntado sobre o que iria fazer num templo católico àquela hora, respondeu: “Quem trabalha com Marco Maciel é obrigado a assistir missa aos domingos e eu não sou exceção à regra”.



Da terra - Inspirado no ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM) que não admite apoiar ninguém que não seja do São Francisco para a Câmara Federal e a Assembléia Legislativa, o comerciante Nunes Rafael, de Araripina, lançou-se candidato a deputado federal pelo PHS de olho nos 250 mil votos espalhados pelo Araripe.



Pasta – Do professor Jorge Zaverucha (UFPE) ao elogiar a promessa de Serra de, se eleito, criar o Ministério da Segurança Pública: “Não vejo sentido ter um Ministério da Pesca e não ter um da Segurança Pública, com todo respeito aos peixes”. Dilma Rousseff, para marcar posição, disse ser contra essa nova pasta.

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