Fonte: Pernambuco.com
A estratégia de Dilma está montada: explorar os administradores municipais dos 11 partidos aliados
Brasília - A ordem na campanha de Dilma Rousseff (PT) é atrair o maior número de prefeitos dos partidos aliados e transformá-los em cabos eleitorais. A estratégia é explorar um potencial de 3.904 administradores municipais que serão orientados a mostrar para a população que as principais realizações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiveram o dedo da pré-candidata petista. Não só, o discurso pré-determinado prevê repassar ao eleitor a tese de que, vitorioso, o pré-candidato do PSDB, José Serra, acabará com as benfeitorias proporcionadas pelo dinheiro extra do Bolsa Família, a ligação elétrica do Luz para Todos e as obra de saneamento básico previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A mobilização ficará por conta do grupo de deputados da base aliada, coordenados pelo núcleo paulista de ex-presidentes da Câmara: Arlindo Chinaglia (PT-SP), Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e João Paulo Cunha (PT- SP). "Queremos o engajamento de todos", disse o líderdo governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Esse grupo tem um braço no governo. O subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto Alves. É dele o mapa das prioridades em cada município.
A ideia dos parlamentares é explorar esses projetos fundamentais para arregimentar o exército de cabos eleitorais por meio de uma enorme rede de influência. A lógica mostra-se simples: um deputado federal precisa do apoio de prefeitos e vereadores de determinada cidade para aumentar o número de votos e ganhar a eleição. Essa aliança é cultivada ao longo dos quatro anos de mandato com a liberação de emendas parlamentares, utilizadas para construção pequenas obras, como posto de saúde, escolinhas, cisternas etc.
Esse dinheiro gera uma fatura a ser cobrada pelos deputados na hora da campanha. E os prefeitos pedirão votos para quem mais levantou. Essa rede de influência pode não apenas beneficiar Dilma, mas ela tem um potencial maior se conseguir trazer para sua campanha todos os 3.904 prefeitos eleitos pelos 11 partidos que se comprometeram a se engajar na campanha do PT no jantar da última segunda-feira - no total, o país tem 5.563 municípios. Em política, a matemática não é simples. Desse total de legendas, PSC, PTB, PP e PMN disseram que provavelmente darão apoio informal à petista, o que significa não haver consenso nem unidade dentro da legenda. O PTB, por exemplo, é um dos mais divididos. O presidente do partido Roberto Jefferson (RJ) declarou apoio ao pré-candidato tucano, José Serra, mas o líder na Câmara, Jovair Arantes (GO), e no Senado, Gim Argello (DF), prometem trabalhar por ela.
Os deputados e prefeitos sabem dos benefícios da parceria com o governo federal
Luciano Castro- deputado do PR
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