
Fonte: Blog do Inaldo Sampaio
O ex-prefeito do Recife, João Paulo, também estava com a cara de quem comeu e não gostou na entrevista de hoje (domingo) de manhã sobre a escolha do candidato do PT ao Senado na chapa de Eduardo Campos.
Veja algumas das coisas que ele disse para confirmar o ressentimento:
a) Por sua “formação revolucionária”, não poderia ser candidato a qualquer custo. Se o PT optou por Humberto Costa, paciência!
b) “Em momentos importantes de nossa vida, é importante haver comando”. E como o comando do PT quer que o candidato seja Humberto, o jeito é render-se a essa determinação.
c) Tinha recebido a sinalização de Lula, de Dilma e de outros segmentos do partido de que era o melhor nome para disputar o Senado e agora está sem entender porque mudaram de opinião.
d) Tentou jogar as prévias para mais adiante, porém o partido não concordou.
e) O governador Eduardo Campos não se esforçou para que ele fosse o candidato na medida em que declarou que acataria qualquer escolha que fosse feita pelo PT.
f) É tão disciplinado, partidariamente, que se Dilma pedisse a ele para não ser candidato a nada ele acataria.
g) Espera que o “recall” que impulsionou a candidatura de Humberto Costa na pesquisa interna do PT se mantenha até a eleição.
h) Era importante evitar as prévias porque o PED (processo de eleição direta que se realizou recentemente em Pernambuco, dando a vitória a Jorge Perez) “foi uma bagaceira sem tamanho”.
Detalhe: João Paulo não cumprimentou João da Costa nem João da Costa cumprimentou João Paulo. Comportaram-se na entrevista como dois estranhos.
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