quarta-feira, 14 de abril de 2010

Médicos residentes paralisam atividades por melhores condições de trabalho


Fonte: Pernambuco.com


Em adesão à paralisação nacional de médicos residentes, cerca de 200 profissionais da saúde deixaram de atender a população na manhã desta quarta-feira (14), mas mantiveram os tradicionais jalecos brancos enquanto distribuiam cartas abertas à população, na Avenida Agamenon Magalhães, em frente ao Hospital da Restauração, no bairro do Derby, zona central do Recife. Participaram da manifestação, profissionais de vários hospitais da Região Metropolitana, como o Getúlio Vargas, Barão de Lucena e Agamenon Magalhães.

O movimento, que tem proporções nacionais, busca o reajuste da bolsa recebida por estes profissionais, de R$ 1.916 para R$ 2.770, levando em conta a inflação e as alterações do salário mínimo desde 2006, último ano em que o valor da bolsa foi alterado. Entre as reivindicações do grupo ainda estão a indexação de uma data padrão anual para que os reajustes sejam efetivados, a criação da 13ª Bolsa e a ampliação da licença-maternidade de 4 para 6 meses.

De acordo com o secretário de comunicação da Associação Nacional de Médicos Residentes, Anderson Milfont, estes profissionais enfrentam uma carga horária de 60 horas semanais por um período entre dois e cinco anos, por isso, o movimento é uma oportunidade de expor as dificuldades enfrentadas por eles, para o bom atendimento à população. "Estamos fazendo um trabalho de conscientização, para que as pessoas entendam que recebem um atendimento qualificado e que os profissionais devem estar satisfeitos para que a continuidade desta realidade seja garantida", afirma.

Segundo a presidente da Associação Pernambucana de Médicos Residentes (APMR), Maria Aléssio, mais do que uma questão financeira, os médicos buscam a conquista de direitos básicos da categoria. "Queremos condições dignas de trabalho, aprendizado e vida", sentencia. As negociações da categoria estão sendo realizadas junto ao Ministério da Educação, com a intenção de adequar os projetos de Lei que influenciam a categoria: o 6146 de 2009 e os 7055 e 7064, deste ano.

Coletivo - Em Pernambuco, o protesto teve uma característica de integração. Residentes de outras formações na área de saúde também juntaram forças ao protesto dos médicos, pleiteando os mesmos direitos, inerentes à condição de residentes. De acordo com a representante da Associação Pernambucana de Residentes em Saúde Coletiva (Apresc), a manifestação busca também a integração dos programas de residência no Estado. "Médicos, multiprofissionais e profissionais da saúde, em geral, trabalham juntos e devem ter condições de trabalho para que se sintam valorizados e possam garantir o bom trabalho em equipe", afirma.

Por Ed Wanderley, da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

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