Fonte: Blog da Folha
O ex-governador Mendonça Filho contesta as declarações do líder do PT na Câmara, Fernando Ferro, de que ele e o deputado federal Roberto Magalhães teriam que rever erros do passado em relação à privatização. “Não aceito maniqueísmo e muito menos manipulação de informações. Desafio o deputado a apresentar uma declaração minha defendendo a privatização da Chesf”, afirmou, ressaltando que o seu partido sempre defendeu a Chesf como uma estatal fundamental para o desenvolvimento da região.
“Este fato foi reconhecido publicamente pelo Sindicato e pelo próprio Ferro que foi obrigado a admitir que quando o Governo Federal iniciou a política de privatização, os então prefeito Roberto Magalhães e vice-presidente Marco Maciel se mobilizaram para retirar a Chesf do processo de privatização.
“Isso foi uma decisão de Governo, em função da união de todos e da luta de homens íntegros como Magalhães e Maciel. Ferro está desestabilizado pelo confronto entre a sua história de chesfiano e a posição de líder do PT”, provocou. Mendonça atribui o "nervosismo" de Ferro a falta de posição política do Governo do PT em favor da Chesf, que avança para o esvaziamento da Chesf, gestado durante a administração da toda poderosa ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef.
O ex-governador lembrou que o “stress” ao qual Ferro deve estar submetido o levou a gerar constrangimento no ato contra o esvaziamento da Chesf, hoje pela manhã, quando politizou a discussão, sendo inclusive “grosseiro” com os chesfianos, que estavam ali para defender a empresa e não ouvir “firulas”. “A Chesf é um patrimônio de Pernambuco, do Nordeste e do País. Isso é suficiente para unir todos nós. A empresa não é propriedade de Ferro, muito menos do PT”, alfinetou.
No ato, Mendonça propôs um movimento suprapartidário e de toda a sociedade civil para cobrar dos presidenciáveis José Serra, Dilma e Marina Silva, um compromisso com o fortalecimento da Chesf e do Nordeste. Segundo Mendonça, o Democratas, assim como todos os partidos de oposição, vão continuar defendendo a Chesf como patrimônio dos pernambucanos e do Nordeste.
“Se o deputado quer embate político sobre privatizações nós estamos preparados para discutir o tema. Inclusive a privatização das estradas, da construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, medidas do Governo Lula, e a privatização de hospitais e presídio, pelo Governo socialista de Eduardo Campos”, desafiou, Mendonça advertiu que só não transformará a luta da Chesf num embate partidário menor. “Ferro deve guardar a metralhadora dele para outro momento”, alfinetou. Informações da assessoria
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