Fonte: Blog do Inaldo Sampaio
Fogo Cruzado
Por determinação do presidente Lula e convite do governador Eduardo Campos, o ministro das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, vai estar hoje à tarde no Palácio do Campo das Princesas para participar de uma reunião extraordinária do CEDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O ministro virá dar explicações sobre as mudanças havidas na Eletrobrás, com repercussões na Chesf, as quais têm gerado em Pernambuco todo tipo de exploração político-eleitoral e muita demagogia. Por essas mudanças, a Eletrobrás deverá se transformar na “Petrobrás” do setor elétrico, para poder levantar financiamentos no mercado financeiro internacional, a fim de enfrentar os desafios nessa área, que são muitos. Isso tem sido compreendido e apoiado por renomados técnicos de Furnas, da Eletronorte e da Eletrosul, que, a exemplo da Chesf, também são subsidiárias daquela empresa. Só uma parte dos servidores da Chesf, que se consideram donos da empresa e não aceitam nenhum tipo de mudança na sua estrutura, mesmo que seja para melhor, está contra as modificações propostas pela Eletrobrás. Entretanto, não se viu nenhum tipo de protesto até agora sobre o que realmente ameaça o futuro da Chesf que é a Lei Geral das Concessões (Lei nº 8.987/05) aprovada no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo essa Lei, a concessão que a Chesf tem para explorar as barragens do rio São Francisco, à exceção da de Sobradinho, acabará daqui a 5 anos (2015). Findo este prazo, haverá licitação. E se a Chesf perder essa concorrência, adeus Companhia Hidrelétrica do São Francisco.

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