Fonte: Blog do Magno
Coluna de hoje na Folha
Jarbas autorizou o seu secretário de Imprensa a postar no twitter que só decide em 30 de abril. Sérgio Guerra, também recorrendo à mesma ferramenta de comunicação, informou que será o coordenador-geral da campanha de Serra à Presidência. Moral da estória: nem Jarbas é candidato a governador nem tampouco Guerra disputa à reeleição para o Senado.
Comecemos pelo senador tucano. Como ele pode ser candidato majoritário coordenando uma campanha nacional? Ou ele faz uma coisa ou outra. É impossível compatibilizar um projeto num País da extensão territorial do Brasil com a cabeça voltada para uma disputa de senador.
Sérgio Guerra, portanto, sai candidato a deputado federal. Sem Guerra no páreo, Jarbas, consequentemente, terá encontrado o pretexto para cair fora do que estava pensando entrar – a eleição para governador. Alegará que as forças de oposição estão esfaceladas e desarticuladas.
Jarbas está coberto de razão, mas do alto do seu pedestal não tem autoridade para falar em desarticulação, porque ele próprio nada fez até hoje para juntar os cacos sequer do seu partido, o PMDB, que já foi o maior do Estado e hoje cabe numa Kombi.
Sem Jarbas e Guerra no jogo, Marco Maciel, por tabela, corre da parada e sai candidato a federal. Ótimo para o governador Eduardo Campos (PSB), que ganha o jogo por W.O.
DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS– Seria trágico se não fosse cômico o anúncio do senador Jarbas Vasconcelos de que só decide em 30 de abril. Ora, não foi ele que, numa entrevista de página inteira ao jornal O Globo passou um carão em Serra, afirmando que estava favorecendo o crescimento de Dilma ao retardar seu anúncio oficial de candidato ao Planalto? O tempo só passa para Serra. Jarbas pode contrariar os prazos e retardar sua decisão até onde julgar acertado.
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