quarta-feira, 14 de abril de 2010

O grande encontro


Fonte: Blog do Magno

Coluna de hoje na Folha


A primeira etapa do processo de sondagem e discussão da candidatura de Jarbas a governador será cumprida na próxima semana, quando o senador será, novamente, convocado pelo presidenciável José Serra a enfrentar Eduardo Campos nas urnas. Em entrevista a uma emissora de rádio do Recife ele confirmou, ontem, que estará recebendo o senador peemedebista na próxima smana.

Jarbas vai reiterar ao tucano o que já disse lá atrás, ou seja, não tem mais interesse em disputar mais uma vez o Governo do Estado, a não ser que o desafio seja parte de um projeto nacional. Com Jarbas na cabeça, PMDB, PSDB e PPS abrem um palanque fortíssimo no Estado.
Mesmo sem nunca confirmar sua candidatura, Jarbas aparece com 34% das intenções de voto no Estado contra 54% de Eduardo, 20 pontos de diferença faltando seis meses para as eleições. Esta frente pode se reduzir substancialmente ao longo da campanha quando começar o chamado guia eleitoral.

E é em cima da força de Jarbas que Serra espera reduzir o tamanho da derrota que sofrerá em Pernambuco, hoje, sem dúvida, o Estado mais lulista do País. Nesse entendimento, não é apenas Serra que pode sair beneficiado.

Se a disputa nacional se equilibrar e as pesquisas mostrarem cenários de que o candidato tucano pode liquidar Dilma, Jarbas tira dividendos eleitorais da situação, porque o eleitor não costuma separar o voto do presidente do governador. A eleição, portanto, tende a ser casada.

O CASO FREIRE– Na hipótese de Jarbas ser eleito governador e Roberto Freire deputado federal pelo Estado de São Paulo, o presidente do PPS garante que assume o mandato, abrindo mão de voltar ao Senado na condição de primeiro suplente do senador pernambucano. Mas, se Freire não se eleger e Jarbas chegar lá, ele pode, sim, assumir o Senado, mesmo tendo transferido seu domicílio para SP.


0 comentários:

Postar um comentário