
Fonte: Blog do Magno
Coluna de hoje na Folha
Em cima do slogan “O Brasil pode mais”, o que o candidato tucano à Presidência da República, José Serra, deseja de fato é destruir a estratégia eleitoral de Lula, de transformar a eleição num plebiscito sobre o seu governo. Serra quer tirar Lula do foco da disputa, quer o confronto com a candidata que está apoiando e não com ele.
O tema da eleição, para Serra, portanto, não é o futuro nem o passado, mas se quem vai ser eleito terá capacidade para tocar o Brasil para frente. Foi por isso que ele centrou seu discurso na festa de lançamento da sua candidatura, sábado passado, em Brasília em cima da sua história de vida pública, para estimular as comparações entre o seu currículo e o da candidata do PT, Dilma Rousseff.
“Quem vai julgar o governo Fernando Henrique é a história. Quem vai julgar o governo Lula, anos depois que ele não estiver mais em posição de poder, é a história. Para forçar a comparação da sua história com a de Dilma, Serra se emocionou e emocionou a plateia de seis mil militantes que foram prestigiar o evento que marcou o start da campanha.
Em um discurso de uma hora, falou das suas origens, da sua família, da militância estudantil, dos cargos que ocupou, do zelo pela coisa pública, sua abnegação à vida pública e deixou para os presentes a forte sensação de que enfrentará com altivez o rolo compressor de Dilma.
HOMENAGEM AO PAI– Um dos momentos que Serra mais emocionou a militância tucana foi quando fez referências sobre a figura do seu pai Francesco, imigrante italiano que tinha uma banca de frutas no mercado municipal do bairro da Mooca, em São Paulo: “Lembro-me do meu pai, 12 horas de jornada de trabalho como modesto comerciante de frutas. Um home austero, severo, digno. Carregou a vida inteira caixas de frutas para que um dia eu pudesse carregar caixas de livros”.
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