Fonte: Pernambuco.com - Diario Político
Por Marisa Gibson - mgibson@dabr.com.br
Passado o lançamento da candidatura de José Serra (PSDB/SP) a presidente da República, as atenções se voltam para a decisão do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) sobre sua candidatura ao governo do estado que o colocará em confronto com o governador Eduardo Campos (PSB).
São as duas maiores e mais aguerridas lideranças do estado, com diferenças marcadas por estilos distintos, temperamentos opostos e, sobretudo, pelo tempo. São de gerações diferentes e o único ponto que, paradoxalmente, os une e os separa é o passado em que paira a figura do ex-governador Miguel Arraes.
Agora, uma coisa é certa: a participação de Jarbas na eleição de outubro elevará a sucessão estadual em Pernambuco a um patamar acima do nível local. O resultado da eleição terá reflexos nacionais, considerando a dimensão política do senador em todo o país e a escalada do governador. Se Jarbas perder a eleição, a sua derrota vai valorizar, nacionalmente, a vitória do seu adversário, Eduardo Campos.
Se ganhar, Jarbas aumentará ainda mais o seu prestígio nacional. O mesmo vale para o governador. Se ganhar a eleição, Eduardo estará derrubando um mito, Jarbas Vasconcelos, e isso terá um impacto no cenário político nacional. Se for derrotado, perde espaço no plano nacional e vai ter que correr para se recompor política e eleitoralmente.
Só que para Jarbas, uma derrota tem um peso maior em função do seu ciclo político que começa a se esgotar. Esta é, portanto, uma decisão cruel para Jarbas, que já foi deputado estadual, deputado federal, duas vezes prefeito do Recife, duas vezes governador do estado e agora senador.
E, de uma maneira ou de outra, concorrendo ou não à sucessão estadual, o senador estará delineando o futuro das oposições no estado de Pernambuco. Por tudo isso a eleição de outubro, com Jarbas na disputa, será histórica, seja qual for o resultado.
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