sexta-feira, 23 de abril de 2010

Serra e a "fuga": "Só sendo masoquista para ficar e ser preso"



O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou nesta quinta-feira à polêmica sobre exilados políticos e militantes de esquerda que aderiam à luta armada durante a ditadura militar. Em entrevista à TV Tropical (retransmissora da Record em Natal, no Rio Grande do Norte), Serra foi questionado se ele havia fugido do País ao ser exilar primeiro na Bolívia e França e depois no Chile e nos Estados Unidos.

“Não fugi. Ia ser preso. Todo mundo que foi exilado saiu porque seria preso. Precisaria ser masoquista de ficar [no Brasil] para ser preso. Cada um trabalhou da sua maneira no exterior para ajudar na redemocratização”, disse o candidato tucano.Numa referência à luta armada, Serra ressaltou: “minha arma no exílio foi ajudar a denunciar a repressão e a tortura no Brasil. Foi todo mundo preso. Não me deixaram ir a uma reunião. Eu tive de sair. Eu tinha uma cara conhecida”.

A polêmica sobre o exílio começou no dia 10 deste mês, quando a candidata do PT, Dilma Rousseff, deu uma declaração que foi interpretada como uma crítica a Serra. Isso porque ela aderiu ao movimento de luta armada e acabou presa pela ditadura. Dilma afirmou: “Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, mas estou sempre firme com minhas convicções”.

Logo após a fala da ex-ministra, militantes do PT e do PSDB começaram a comentar o assunto em blogs e sites de relacionamento na internet. No dia seguinte, a própria Dilma usou o seu Twitter para explicar sua declaração. “De onde tiraram que fugir da luta é se exilar? O exílio significou a diferença entre a vida e a morte para os exilados brasileiros", escreveu no microblog. ´(Informações do site Último Segundo)

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