terça-feira, 20 de abril de 2010

Serra pode definir rumo de Guerra

Presidente do PSDB não decidiu que cargo irá disputar

Fonte: Blog da Folha


Da Folha de Pernambuco

Na semana em que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) senta à mesa com o presidenciável José Serra (PSDB) para definir os rumos da chapa majoritária oposicionista em Pernambuco, é um terceiro personagem que anda deixando uma pulga atrás da orelha dos aliados. A interrogação que pesa é o senador Sérgio Guerra (PSDB), leia-se qual o destino que ele tomará nas eleições - se será candidato à Câmara Federal ou se disputará a reeleição. Diante da “grande indefinição”, como a situação tem sido tachada por oposicionistas, o trabalho de Serra e Jarbas, juntos, seria construir uma saída para tal impasse. Isso porque o peemedebista teria na candidatura de Guerra na majoritária uma premissa para aceitar disputar o Governo.

“Serra vai ter que definir qual missão quer para Sérgio Guerra nessa campanha: se prefere Sérgio coordenador da campanha, ou se prefere ele como candidato ao Senado”, resumiu um oposicionista, em reserva. Nas palavras de outro aliado, “Serra é quem vai arbitrar”. Se alguém pode convencer Sérgio Guerra a arriscar seu mandato numa disputa pela reeleição, essa pessoa é José Serra. Como coordenador da campanha presidencial, o presidente nacional do PSDB tem sido o responsável pela montagem dos palanques estaduais. A agenda do presidenciável também passa por seu crivo, o que leva os dois tucanos a uma significativa proximidade.

Hoje, o senador tucano estará em São Paulo para mais uma rodada semanal de articulações da campanha e, naturalmente, reunião com Serra. Em contrapartida, Guerra tem procurado não dar pitaco nas articulações do Estado, até para não atroplear o papel de comandante da tropa local tradicionalmente de Jarbas Vasconcelos. Mas Guerra acaba tendo peso relevante junto às bases porque acabou ficando com a tarefa de cuidar do “varejo”. Diante de um eventual apelo de Jarbas a Serra pela presença de Guerra na chapa, o presidenciável haverá de apresentar condições ao senador tucano para que possa aliar a coordenação da corrida presidencial com uma disputa provavelmente acirrada pelo Senado. Variável nova, que poderia interferir na equação, seria a escolha do PT por Humberto Costa para o Senado, no lugar do ex-prefeito João Paulo (PT). O fator ainda pode ser colocado na balança por Guerra, segundo pessoas próximas.

“Pode ser que Jarbas ganhe na queda-de-braço e Serra procure atender ao seu apelo e convencer Guerra”, diz um aliancista. Em desacordo com as especulações sobre sua candidatura, o senador Sérgio Guerra, que já garantiu ser candidato à reeleição, deixou claro que só voltará a se manifestar, agora, nos 45 minutos do segundo tempo.

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