quinta-feira, 29 de abril de 2010

A situação dos prédios de Rio Doce é discutida na Câmara

Fonte: Blog Metropolitano


População se reuniu em plenário para saber os critérios de como suas moradias serão recuperadas


Na manhã desta quarta-feira, 28, aconteceu no Plenário da Câmara Municipal de Olinda, a audiência pública para esclarecer a população de Olinda os critérios de como será feito a recuperação dos prédios caixões. A iniciativa deste debate foi dos vereadores Severino Biai (PCdoB) e Marcelo Santa Cruz (PT). A mesa teve a participação do Reitor da UPE, Carlos Calado, da Promotora Pública, Helena Capela, do Presidente do CREA, Alexandre Santos, Representante do SEPLAMA e da Secretária executiva das secretárias das cidades, Ana Suassuna e Sergio Morim, representante do Deputado Estadual Luciano Moura (PCdoB)


A preocupação dos moradores dos prédios caixões em Olinda existe há 10 anos, quando no ano de 2000, houve a queda de dois edifícios. Na 4ª etapa de Rio Doce existem 154 prédios em risco de caírem, desses 20 estão interditados. Além da preocupação de como ficarão suas casas, os moradores e vizinhos desta região estão preocupados pela falta de segurança que esses prédios inabitados estão causando a população. “É preciso ter um direcionamento em Rio Doce para que haja um trabalho de recuperação’’, diz Biai.


O critério para a reconstrução ou edificação dos prédios de Rio Doce, serão os conjuntos que tiverem mais número de pessoas em riscos. Mas para isso é preciso agilizar o processo e começar os estudos com engenheiros capacitados para comprovar de fato os prédios que possuem mais riscos. “Temos que dá essa informação e deixar claro para que essas pessoas possam tomar sua decisão em relação a sua moradia’’, esclarece Monteiro. O reitor da UPE, Carlos Calado escreveu um livro no qual abordou as mal engenharia implantada nessas construções, acentuando da importância do trabalho em conjunto das pessoas e entidades dentro da responsabilidade social. E enfatizou no que de fato é prioridade, “ é preciso ficar atento, ter uma visão técnica, uma investigação profunda para saber de fato qual prédio está correndo mais risco’’, orienta Calado em relação aos critérios que deve ser tomados para a recuperação dos prédios.


A população precisa se conscientizar em relação ao cadastro desses prédios, uma manutenção tem que ser tomada por parte dos próprios moradores para que depois da reestruturação não aconteça problemas maiores. Os prédios de maiores riscos, 225 prédios são classificados de risco muito alto, e inabitado, 125 prédios, serão os primeiros a serem recuperados, esse critério é feito pelo um laudo técnico que irá de faro mostrar quais são os prédios que tem os maiores riscos de cair. Tudo é feito com muita clareza para informar a população. “a população não pode está morando em um local sem saber do risco que correm’’, diz Capela. Em caso de uma fiscalização mais aprofundada, reconstrução ou demolição, onde os moradores precisarem sair do prédio, as pessoas receberão uma verba de R$ 500. “ A decisão política já foi tomada peço paciência a população’’, fala Alexandre Santos.


Por o valor da obra ser de R$ 4 bilhões, os municípios não possuem verbas para tamanha despesa e tiveram o apoio do financiamento de governo busca em solução e recuperação desses prédios. A Caixa Econômica, o Ministério Público, a Secretaria das Cidades, o Ministério Federal e municípios estão unidos para amenizar o problema da população. Não é possível prever um prazo mas, já foram efetivados 175 milhões nesta obra e este dinheiro será empregue da melhor forma aos moradores.

Evandir Pedrosa


Fonte: Assessoria

0 comentários:

Postar um comentário