Fonte: Blog do Magno
Imagine trabalhar de segunda à sexta-feira, em Ipojuca, somente até às 13h, e poder gastar R$ 2.700 em um restaurante da praia de Serrambi. Essa é a realidade de alguns vereadores do município. E o gasto com o restaurante é apenas uma das despesas pessoais pagas com o dinheiro público. As irregularidades vieram à tona, ontem, quando o Tribunal de Contas do Estado (TCE) rejeitou a prestação de gastos de 2006 da Câmara Municipal. Entre os dez condenados estão vereadores e ex-vereadores, que juntos deverão devolver, por determinação do TCE, R$ 971.827,01 aos cofres públicos. Este texto inicia reportagem especial de Bruna Serra para a Folha de Pernambuco desta terça-feira.
A matéria dá números ao alcance verificado na Câmara de Ipojuca: Valter José Pimentel (PMDB), vereador e à época presidente do Legislativo municipal, deve reembolsar R$ 114,683,85; o ex-vereador Amaro Alves da Silva (PSL) R$ 81.703,40; Carlos Antônio Monteiro (PMDB), no exercício do mandato, R$ 77.150,40; Elias José da Silva (PSL), ex-vereador, R$ 92.665,91; Fernando Antônio de Oliveira (PSL), vereador, R$ 100.404,92; Gilson José Ribeiro (PRP), ex-vereador, R$ 115.131,84; José Alvez Bezerra Júnior (PSL), atualmente cumprindo mandato, R$ 101.439,90; José Heleno Alves (PSL), suplente, R$ 102.464,73; Odimeres José da Silva, atual presidente da Câmara de Vereadores, mais conhecido como Nen Batatinha (PDT), R$ 86.586,22; e Paulo Agostinho Lins (PDT), vereador, que deve R$ 99.596,06.
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