quinta-feira, 10 de junho de 2010

Caso FUNDARPE


A presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo subiu o tom, ontem, contra o líder da oposição na Assembléia Legislativa, Augusto Coutinho (DEM), quando questionada sobre a proposta do parlamentar para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue o pagamento de produtoras de eventos pela instituição. Ela abriu fogo e afirmou que o “povo de Pernambuco conhece seu DNA” e se disse à disposição para investigações. “Eu sou uma mulher séria e tenho história na política e o pernambucano conhece o meu DNA. Então pode mandar vir (a CPI), porque certamente não vai ser comigo que eles vão encontrar o que eles querem. Acho que se a gente vai abrir uma CPI, tem que começar da gestão passada, que é onde tinha a bagaceira grande”, disse, na entrevista concedida à Rádio Folha FM 96,7.


Luciana Azevedo afirmou estar sendo acusada pelo democrata de formação de quadrilha e cartel. “O deputado, com a vozinha mansinha dele, que eu conheço bem, vem todo delicadinho dizer que Luciana está formando quadrilha dentro da Fundarpe. Quem formava quadrilha era a gestão anterior e ele, está a prova aí. Tudo que ele estava condenando está hoje no jornal com cópia assinada por ele. Essa é a grande verdade”, disparou.



Em contra-ataque claro, a presidente da Fundarpe acusou a gestão do ex-governador Jarbas Vasconcelos de irregularidades. “Por que é que na gestão de Jarbas o tempo todo tinha ameaça de CPI? Era exatamente por isso, porque eles repassavam recurso público para as empresas fazerem o papel que era o papel do poder público, e as empresas os faziam sem licitação e prestar contas. Se você pegar no site do Tribunal de Contas do Estado, no ano de 2005, as contas do Governo Jarbas, da Fundarpe, estavam irregulares. Burlando prestação de contas e licitação com falta de notas”, disparou.



Luciana afirmou que a base governista evitou levar a público a nota em que Coutinho pede recursos indicando a produtora. “A gente evitou porque a gente tem compromisso com a classe política, porque a população já é tão decepcionada com esses políticos que mentem a cada dia, e quando vai ver ele estava por trás de tudo. A gente evitou, enquanto democrata, poder mostrar a nota que ele pede recursos indicando a produtora e ele insinua exatamente que o que a gente estava fazendo era cartel, ou seja, garantindo os recursos para duas, três, quatro produtoras. Você vê aí uma nota dele pedindo para nós da oposição para liberar recursos indicando qual é a produtora, isso é ilegal”, explicou.



Segundo afirmou a presidente, o parlamentar da oposição faz “jogo de cena” na aprovação de matérias na Assembleia. “O Brasil está cansado desses políticos que extorquem dinheiro para aprovar projetos. Pode vir, a gente responde a tudo. Agora, antes eu quero ver o que tinha atrás, que era a verdadeira bagaceira, eu exijo. Eu vou dar aula. Dedico minha vida à moralidade pública”, arrematou Luciana.

Fonte: Blog do Magno

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