terça-feira, 13 de abril de 2010

Pela cidade do Recife

Fonte: Pernambuco.com - Diario Político


Por Marisa Gibson - mgibson@dabr.com.br

Em qualquer casa legislativa onde os governistas são maioria, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), um instrumento da oposição para investigar atos do governo, sempre é atropelada e dificilmente traz os resultados que se espera. Basta ver as CPIs da Câmara dos Deputados e do Senado. Na Câmara Municipal do Recife não é diferente. A vereadora Aline Mariano (PSDB), por exemplo, aguarda a resposta da prefeitura sobre o Pedido de Informação, feito pela bancada de oposição, sobre os contratos do lixo.

O prazo da prefeitura se esgotou na última quarta-feira e, só após o recebimento desse documento, é que a vereadora poderá avançar no requerimento, de sua autoria, para instalação da CPI do Lixo. Esse é um assunto que se arrasta desde o início de 2009. E vêm de 2008 as tentativas para a licitação para escolha da nova empresa que fará a coleta do lixo. E entre a CPI e a licitação para coleta do lixo, que não andam, está a cidade do Recife - abandonada, suja e mal cuidada. Quase vencida pelo descaso. Isso não é uma crítica. É um fato. Só os forasteiros, sem compromisso com a cidade, não se incomodam com tamanha decadência. Junte-se ao lixo, que se amontoa pelas ruas, outras mazelas como o trânsito caótico, calçadas esburacadas, colocando em risco a vida de deficientes e idosos, que travam uma guerra desigual e cruel quando tentam andar pela cidade.

Isso, sem contar com os alagamentos nos períodos de chuva e que já começam a asssustar a população. É certo que não é fácil administrar cidades grandes e pobres como o Recife. Mas não se pode calar quando o poder público, ágil e eficiente na cobrança de impostos, se mostra ineficiente e incapaz no gerenciamento dos problemas que lhes compete solucionar. Nas campanhas eleitorais tudo é fácil. Tudo tem solução. A propósito, quem conversou com prefeito João da Costa (PT), ao longo da campanha de 2008, deve se lembrar que ele, candidato, tinha respostas para tudo. Agora, prefeito, perdeu a capacidade.

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