quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sérgio Guerra não se candidatará à reeleição

Fonte: Blog do Inaldo Sampaio



Coluna da Folha de Pernambuco da quinta-feira, 22/04/10

De tudo o que o senador Sérgio Guerra conversou com interlocutores nos últimos quinze dias, foi possível tirar as seguintes conclusões. Primeiro, sendo ele o presidente nacional do maior partido de oposição do país, o PSDB, cujo candidato a presidente da República, José Serra, lidera todas as pesquisas, a coordenação política da campanha lhe pertence e ele não pretende abrir mão deste espaço que foi duramente conquistado. Se Serra for eleito, ele inevitavelmente será ministro de estado.

Em segundo lugar, caso seja candidato à reeleição dificilmente se elegerá e não deseja trocar o certo pelo duvidoso. O certo a que ele se refere é o mandato de deputado federal, que tem condições de obter sem fazer campanha. Já se fosse para a reeleição, teria que ficar aqui de julho a setembro, cuidando única e exclusivamente dela, perdendo, por via de consequência, a coordenação política da campanha serrista. Esta decisão já foi tomada e seria do conhecimento de Jarbas Vasconcelos.

Por fim, a candidatura de Jarbas ao governo estadual deixou de ser algo imprescindível para Serra. Com ou sem Jarbas candidato, o tucano teria em Pernambuco 35% dos votos. Poderia chegar a 40%, porém o custo político dessa operação não interessa ao PSDB. Jarbas, em sendo candidato, levaria a campanha para um nível tal de radicalização, em relação ao governo Lula, que em vez de ajudar talvez tirasse votos do tucano, que deseja encarar o país como o “pós” Lula e não como o “anti Lula”.

Aviso – Severino Cavalcanti (PP), ex-presidente da Câmara Federal e atual prefeito de João Alfredo, declarou ontem no Recife que se o seu partido resolver marchar com Serra para presidente, e Jarbas pra governador, “imediatamente eu abro uma dissidência”.

Tiroteio - Severino Cavalcanti (PP) mandou soltar fogos em João Alfredo assim que soube que o candidato do PT a senador na chapa da Frente Popular será o ex-ministro Humberto Costa. Ele considera Humberto “um sujeito bom” e, João Paulo, “um sujeito egocêntrico”.

Dois pesos – Do líder do PT na Câmara, Fernando Ferro, sobre as críticas da imprensa ao “abril vermelho” do MST, que resultou na ocupação de várias fazendas: “Quando os latifundiários cercam o Congresso com tratores, em Brasília, dizem que é um protesto democrático. Mas quando o protesto é feito pelo MST, dizem que é antidemocrático e tentam criminalizar o movimento”.o pol outra pessoa a coordenaçco cuidando dela, passando para a

Slogan – Édson Barbosa (Link Propaganda) deu de presente a Danilo Cabral na festa do seu aniversário o slogan de sua campanha para a Câmara Federal: “Educação na política”. Danilo foi secretário de educação até o final do mês de março e deixou o cargo para ser candidato. Todos os prefeitos do seu grupo estavam lá, entre eles Marcone Santana (Flores) e Pedro Serafim (Ipojuca).

Na cola - Além do coronel José Lopes de Souza, ex-comandante-geral da PM, Eduardo Campos tem outro influente “ex” ao seu lado só para cuidar do “Pacto pela Vida”: o desembargador aposentado e ex-presidente do TJ, Fausto Freitas, que já foi deputado estadual.
Reserva – Raul Jungmann (PPS) desenvolve intensa campanha para voltar à Câmara Federal em 2011. Mas seu nome já ressoa com força nos partidos de oposição como provável candidato a governador, caso se confirme a desistência do senador Jarbas Vasconcelos.

Triste - O ex-deputado Hugo Martins, que já militou no PCB e PMDB e atualmente pertence ao PV, desencantou-se tanto com a política que vai requerer sua desfiliação ao presidente Sérgio Xavier. “No meu tempo havia muito cabra safado, mas hoje está muito pior”, diz ele. Hugo, em 1990, agitou a política estadual ao romper com Jarbas Vasconcelos para apoiar Joaquim Francisco (PFL).

O filho - Por sugestão do marketing, todas as peças de campanha de Josafá Botafogo (PDT) para deputado estadual serão impressas com a marca “Botafogo Filho”. Josafá é filho do prefeito de Carpina, Manoel Botafogo, que deseja derrotar de uma só vez Carlos Lapa (PP) e Carlinhos do Moinho (PHS).

É lei - Com a autoridade de ex-juiz da Fifa, Sebastião Rufino (PSB) viu-se na obrigação de contestar Augusto Coutinho (DEM), na Alepe, que chamou de desperdício a construção da “arena da Copa” em São Lourenço. Rufa foi sucinto: “Com a Fifa não tem boquinha, não. Ou faz o estádio ou não tem Copa”.

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